Decididamente, o Dr. Francisco Santos recusa-se a aceitar que o trabalho da CDU não foi do agrado da nossa população e que tal facto deu origem a uma revolução (palavra tão do agrado dos comunistas) pacífica e individual que se traduziu na sua derrota nas urnas.
Se o objectivo é procurar resposta para para as derrotas de cada um, então também eu posso alegar que fui derrotado, nas urnas, porque a CDU conseguiu realizar um trabalho tão, mas tão mau, que muitos dos militantes e simpatizantes do PSD não tiveram outro remédio senão recorrer a medidas drásticas, alterando o seu sentido de voto, como forma de tentar mudar esta realidade.
Seja de que forma for, em democracia devemos saber ganhar mas, mais importante ainda, também devemos saber aceitar as nossas derrotas com a devida dignidade. E que ninguém me venha dar lições de moral sobre tal facto.
É, por isso, lamentável que o Dr. Francisco Santos ainda tenha o desplante de vir ofender, publicamente, a população em geral, os seus opositores, em particular, e até a própria democracia, pilar da nossa sociedade, porque aceitar que, tal como eu, também foi legitimamente derrotado, isso nunca. Espero que a memória do povo não seja curta e que este episódio aí fique bem gravado, para que, esperemos, não se volte a repetir.
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