O primeiro governo de José Sócrates vangloriou-se de ter conseguido controlar as finanças públicas, colocando o nosso défice abaixo dos 3%. No entanto, a verdade (que parece ter escapado à opinião pública) é que tal consolidação foi atingida com receitas extraordinárias, obtidas da União Europeia, no valor de 1.383 milhões de euros e destinadas à construção, futura, de um conjunto de novas barragens no território nacional.
O problema é que a UE, depois de enviar as verbas, solicitou um estudo independente sobre as referidas barragens e concluiu que o estado português avaliou mal a necessidade das mesmas e o seu impacto ambiental. Assim, existe uma forte probabilidade de termos que devolver tais verbas, acrescidas de juros. Para agravar as coisas, o estado português já adjudicou as empreitadas de construção da maioria dessas barragens.
Assim, era uma vez uma consolidação orçamental que nunca existiu. Pior ainda, vamos ter que pagar a construção das barragens (sem financiamento comunitário) e como o estado português já atingiu um nível de endividamento completamente absurdo, corremos o risco da casa vir mesmo abaixo. Como dizia Fernando Pessa: E esta hem?
O problema é que a UE, depois de enviar as verbas, solicitou um estudo independente sobre as referidas barragens e concluiu que o estado português avaliou mal a necessidade das mesmas e o seu impacto ambiental. Assim, existe uma forte probabilidade de termos que devolver tais verbas, acrescidas de juros. Para agravar as coisas, o estado português já adjudicou as empreitadas de construção da maioria dessas barragens.
Assim, era uma vez uma consolidação orçamental que nunca existiu. Pior ainda, vamos ter que pagar a construção das barragens (sem financiamento comunitário) e como o estado português já atingiu um nível de endividamento completamente absurdo, corremos o risco da casa vir mesmo abaixo. Como dizia Fernando Pessa: E esta hem?
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